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Brasileiros 'descobrem' os carros com câmbio automático


A tecnologia dos câmbio automático mais ao alcance do consumidor comum

Há algumas décadas, o consumidor brasileiro fugia dos automóveis equipados com câmbio automático com a mesma veemência que o Super-Homem evita a criptonita.

Além de custar muito mais, o equipamento apresentava baixa confiabilidade e alto custo de manutenção. E ainda prejudicava o desempenho e a economia de combustível. Na hora de revender, então, era uma tortura.

Mas isso vem mudando nos últimos anos. A procura pelos carros automáticos é crescente e o que antes era exclusividade das versões mais luxuosas começa a se estender aos modelos de entrada das montadoras como, por exemplo, o Kia Picanto, o Peugeot 206 e o Honda Fit.

E mais: há pouco tempo era possível contar nos dedos das mãos os carros zero-quilômetro oferecidos pelas concessionárias com o câmbio automático. Atualmente, são mais de 70 opções para o consumidor. E para ter o câmbio automático em vez do manual, o cliente paga em média 7% a mais do valor do automóvel.

 Três fatores primordiais explicam a nova tendência: o advento de novas tecnologias, que reduziram o custo dos câmbios automáticos, a facilidade de crédito e juros baixos, além, é claro, do crescente número de congestionamentos – ocasiões nas quais o equipamento é mais que bem-vindo.

Antes havia apenas um tipo de câmbio que se incumbia de trocar as marchas, no qual as trocas e o acoplamento do câmbio ao motor são feitos pela diferença na pressão do líquido (óleo) no sistema, resultante da força centrífuga exercida conforme a rotação do motor. Foi o primeiro câmbio automático fabricado em larga escala, pela empresa norte-americana Hydra-Matic, mais conhecido como hidramático.

O princípio ainda é o mesmo na maioria dos carros automáticos comercializados hoje, logicamente em versões aperfeiçoadas com o comando eletrônico das mudanças. Esse sistema é usado principalmente nos veículos com motores de alta potência, uma vez que utiliza conversor de torque e preserva as engrenagens contra a força excessiva do motor nas arrancadas.

Recentemente, porém, outros dois sistemas ganharam força no mercado brasileiro: o CVT ou câmbio continuamente variável, usado por Honda, Nissan e Audi, e o eletromecânico, de Chevrolet (Easytronic) e Fiat (Dualogic).

O revolucionário CVT (transmissão continuamente variável) utiliza duas polias cônicas no lugar das tradicionais engrenagens, fazendo com que o motor trabalhe sempre na faixa de giros mais propícia, aliando o desempenho com a economia.

Já o eletromecânico tende a democratizar o câmbio automático no mercado brasileiro em poucos anos. Ironicamente, apesar de se encarregar pelas trocas de marchas, o sistema não é automático e, sim, automatizado.

O câmbio é mecânico, como o de qualquer automóvel com alavanca manual, mas um robô acoplado ao equipamento fica responsável por acionar a embreagem e engatar a marcha mais adequada. Não há pedal de embreagem e os comandos da alavanca são os mesmos de um câmbio automático tradicional.

Na prática, o motorista tem todas as facilidades do câmbio automático, aliadas aos benefícios do modelo mecânico – maior confiabilidade e manutenção mais barata. Para dirigir, o procedimento é sempre o mesmo.

Em que marcha eu vou?

Veja o que significa as letras da alavanca de câmbio automático e como manuseá-la para não se atrapalhar na hora de dirigir um modelo desses:

>> (Park) – trava as rodas de tração para auxiliar o freio de estacionamento, utilizada para estacionar o carro (alguns modelos não liberam a chave do contato sem o câmbio nessa posição). É recomendado puxar o freio de mão antes de mudar para ‘P’.

>> R (Reverse)– Marcha à ré. É preciso apertar a trava de segurança do câmbio (botão na alavanca) para engatá-la.

>> N (Neutral) – Ponto morto. Usado para dar a partida ou desligar o motor.

>> D (Drive) – Marcha à frente com seleção automática de todas as marchas disponíveis. Recomendável pisar no freio antes de engatá-la.

>> 4, 3, 2 e 1 – Escolha manual da marcha, bloqueia o engate até o limite escolhido. Ideal para ser usada em subidas e descidas íngremes, evitando que o carro mude as marchas constantemente ou ainda fique solto, sem freio motor adequado.

Não há grandes segredos. O único cuidado importante é evitar pisar no pedal do freio com a perna esquerda. Os motoristas acostumados com câmbios mecânicos tendem a fazer o movimento condicionado de pisar na embreagem, quando sentem que está na hora de mudar a marcha.

Com isso, pisam no pedal do freio e podem causar acidentes com a parada brusca do carro, que geralmente é atingido pelo veículo que vem logo atrás. A regra é simples: esqueça a perna esquerda quando estiver dirigindo um carro automático. O comando de acelerar e de frear é feito exclusivamente com a perna direita.

Câmbio automático domina o mundo e se populariza no Brasil

Automático é preferência mundial

Este ano, pela primeira vez desde a invenção do automóvel, a produção de carros equipados com transmissão automática irá superar a de veículos com câmbio manual. Apesar de mais caros e de, em geral, aumentarem o consumo de combustível, os sistemas de câmbio automáticos continuam ganhando a preferência dos consumidores. Nos Estados Unidos, eles já dominam o mercado desde a década de 1970; no Japão também já são os preferidos da maioria dos consumidores.

Na Europa, ainda há alguma resistência à compra de carros automáticos. Mesmo assim, gradualmente, os motoristas do Velho Continente estão cedendo ante a comodidade que o equipamento proporciona. Lá a expansão se dá de cima para baixo: os carros mais caros e luxuosos tendem a ser mais vendidos em suas versões automáticas, enquanto os mais baratos, por óbvias razões econômicas, ainda são, em maioria, manuais.

No Brasil, muitos consumidores resistem à opção por acharem que a manutenção é mais cara do que a das transmissões tradicionais. Na realidade, o câmbio automático, hoje, tende a exigir menos cuidados, podendo durar centenas de milhares de quilômetros sem exigir atenção nem troca de componentes, como a embreagem, por exemplo.

Custo ainda é alto -Na realidade, o grande empecilho para a popularização do câmbio automático é o custo: todo mundo considera ser um luxo caro e desnecessário, que tira o prazer de dirigir e aumenta o consumo de combustível. Até que tem a oportunidade de guiar um bom carro equipado com ele. Muitos motoristas brasileiros acabaram atraídos pelo sistema após experimentarem carros alugados em viagens aos Estados Unidos, onde é difícil encontrar nas locadoras opções com câmbio manual.

Mesmo assim, a procura por carros automáticos no Brasil tem aumentado significativamente nos últimos anos, principalmente nas grandes cidades. O conforto proporcionado ao dirigir no trânsito permanentemente engarrafado é o principal argumento de quem opta por esse tipo de equipamento. Contando apenas os modelos produzidos internamente e os importados sem taxas, vindos do México ou de países do Mercosul, o consumidor brasileiro conta hoje com mais de 70 opções de carros automáticos, algo inimaginável há poucos anos.

Na verdade, o maior motivo da rejeição continua sendo o custo. Com a queda do preço da opção - já é possível encontrar modelos por menos de R$ 48 mil -, mais e mais motoristas brasileiros tendem a adotar esse item de conforto. Outra porta no mundo do câmbio automático é a compra de um carro usado, que pode ser bastante vantajosa: um Corolla 2002 automático, modelo que pode ser encontrado em bom estado de conservação, por exemplo, custa menos de R$ 30 mil.

Em termos mundiais, o câmbio automático está se popularizando graças à expansão do mercado asiático e também ao aumento da circulação nas grandes cidades. O avanço da tecnologia das transmissões, com o lançamento de caixas com maior número de marchas, câmbios mecânicos com acionamento eletrônico e câmbios com variação contínua contribui com a diminuição da diferença de consumo entre transmissões automáticas e manuais. O sistema de variação contínua, que no mercado brasileiro é oferecido no Honda Fit, Nissan Sentra e alguns outros modelos importados, além de poder ser até mais econômico, oferece melhor desempenho do que a troca manual de marchas.

Motores pequenos - A tecnologia também está resolvendo outro problema: os câmbios automáticos antigos não combinavam bem com motores pequenos. Imagine o que era andar num Chevette automático nos anos 80! Eles combinavam mais com grandes cilindradas, com muito torque em baixa rotação, coisas típicas de carros americanos. Hoje, as transmissões automáticas são "inteligentes", comandadas por sistemas conjugados ao gerenciamento dos motores, o que torna mais eficiente seu casamento com versões de pequena cilindrada.

O argumento da manutenção também não é mais válido. No passado, poucos mecânicos se aventuravam a mexer num câmbio automático e o custo de qualquer conserto era muito alto. Hoje, porém, as redes de concessionárias estão habilitadas para cuidar do equipamento. Além disso, normalmente, uma caixa automática só apresenta defeitos depois de muita quilometragem, coisa de 250 ou 300 mil quilômetros, percurso em que um carro tradicional já terá trocado a embreagem pelo menos duas vezes.
 

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A principal função da transmissão automática (e manual) é permitir que o motor funcione numa gama de velocidades, visando aliviar o motor e economizar combustível. Traduzindo, a transmissão utiliza engrenagens para tornar mais eficaz a distribuição do torque do motor.

Características de uma transmissão automática:

  •  Se o carro está em overdrive a transmissão selecionará automaticamente a marcha baseada na velocidade e posição do acelerador;
  •  Acelerando suavemente, o carro irá seguir em velocidades mais baixas do que se acelerar plenamente;
  •  Se diminuir a aceleração, a transmissão cairá para uma marcha inferior (downshift);
  •  Movendo a alavanca para a posição 2 ou 1, o carro andará numa velocidade menor. Já na mudança automática pisando menos no acelerador, a transmissão fará o downshift. Se o veículo está correndo muito, somente quando ficar mais lento haverá o downshift;
  •  Se a transmissão ficar no 2, ele não fará downshift ou upshift, mesmo parando o veículo, a menos que você mova a mudança alavanca.

Entre os maiores fabricantes de transmissão automática, está a Aisin, que produz uma gama imensa de produtos para todas as áreas. No Brasil, por exemplo, já fez no passado câmbio automático para o Marea da Fiat e Vectra da GM.

A Volkswagen na versão 2.0 do Golf, oferecia transmissão automática de 4 marchas que foi substituída por uma nova de 6 marchas, fabricada pela Aisin. O problema é que o motor 2.0 é fraco para a transmissão de 6 marchas automático, acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e atinge 192 km/h de velocidade máxima. A 6ª marcha serve para economia de combustível e um rodar mais confortável. Se colocar no “D” funciona normalmente e no modo esportivo “S” as trocas são feitas em regimes de rotação mais elevados e a 6ª é suprimida. A 120 km/h o conta-giros marca 3.100 giros. A Volkswagen acaba de anunciar o câmbio de 7 marchas para o Golf.

O câmbio automático do Mercedes-Benz 7G-tronic é considerada uma transmissão automática com maior número de relações.

Mercedes Benz 2008 S550 Sedan:
Driver-adaptativo 7-velocidade transmissão automática. É um 5.5L 32-válvula V-8 motor - 382 hp @ 6000 rpm.

BMW M5 sedan:
A M5’s 7-velocidades SMG Drivelogic apresenta teclas no volante e uma seleção de alavanca sobre o console central. As mudanças são automáticas em milissegundos e garante que a velocidade é mantida em toda a gama de mudanças.

A Ford da Espanha anunciou a inclusão de um novo câmbio automático de seis velocidades Durashift 6-Tronic para os motores 2.0TDCi 130cv com DPF e no Duratec 2.3 161 CV Diesel. Esta caixa de câmbio é fruto da parceria com a japonesa Aisin AW.

A primeira empresa a apresentar um sistema automático de oito marchas foi a japonesa Aisin, para o Lexus 460. O objetivo visava o aumento do desempenho, exigência dos potenciais compradores do veículo. A economia veio como benefício secundário.

A alemã ZF também desenvolveu um câmbio automático com oito marchas (apresentando seu sistema seis meses depois da Aisin), pensou em obter vantagens em relação ao consumo, mas só decidiu aumentar o número de marchas em um segundo momento. “Nossa intenção era colaborar na redução do consumo e das emissões”, diz o engenheiro Michel Paul, vice-presidente de tecnologia da ZF. “O número de marchas de que precisaríamos para isso não era nossa principal preocupação”, afirma. Durante o trabalho, os alemães perceberam que, ao longo da história, cada vez que se acrescentava uma marcha aos sistemas de câmbio automáticos, conseguia-se uma redução no consumo.

Aumentar o número de marchas na caixa não é uma operação simples. O acréscimo de peças pode aumentar o peso e também as perdas mecânicas da transmissão. Mas o resultado obtido pela Aisin e pela ZF deixou todos otimistas, o que leva a acreditar que, se a tecnologia permitir, mais marchas ainda poderão ser acrescentadas às caixas automáticas.

Economia prevista pelos fabricantes com o aumento de marchas:
5 marchas - 8%
6 marchas - 13%
7 marchas - 16%
8 marchas - 21%

Interessante é a presença da Aisin, altamente especializada em câmbios automáticos. A Aisin construiu uma fábrica nos Estados Unidos da América em 1986, início da produção em1989. Está localizada em Seymour, Indiana e desde então fornece componentes para Honda, General Motors, Mitsubishi Motors, Nissan e Toyota. A empresa também opera em Marion, Illinois.

Você já ouviu falar sobre a Aisin Seiki, que foi fundada em 1949. Ela faz parte do grupo Toyota.

A Toyota Group é um grupo de empresas que trabalham juntas. As principais empresas do grupo são Toyota Industries Corporation e a Toyota Motor Corporation.

* Toyota Industries Corporation (1926)
* JTEKT Corporation (1935)
* Toyota Motor Corporation (1937)
* Toyota Auto Body, Co. Ltd. (1940)
* Aichi Steel Corporation (1940)
* Kanto Auto Works, Ltd. (1945)
* Toyota Tsusho Corporation (1946)
* Aisin Seiki Co., Ltd. (1949)
* Toyoda Gosei Co., Ltd. (1949)
* Denso Corporation (1949)
* Toyota Boshoku Corporation (1950)
* Towa Real Estate Co., Ltd. (1953)
* Toyota Central R & D Labs., Inc. (1960)
* Daihatsu Motor Co (1907; Toyota detém 51% da empresa desde 1999.)
* Hino Motors (diesel caminhões e ônibus. Toyota detém 50,5% da empresa desde 2001.)

Afiliadas:

* Kyoho kai grupo - Auto peças empresa - 211 empresas.
* Kyouei kai grupo - Logística / facilidade empresa - 123 empresas.
* Fuji Heavy Industries, Ltd., fabricante dos automóveis Subaru. (Toyota detém 8,7% da empresa.)
* Isuzu Motors Ltd. (Toyota detém 5,9% da empresa.)
* Misawa Homes Holdings, Inc. (Toyota detém 13,4% da empresa.)

Aisin Seiki Co., Ltd., também conhecida como Aisin TYO: 7259, um membro da Toyota Group, é uma empresa que desenvolve e produz componentes e sistemas para a indústria automotiva e outras áreas interessantes. A Aisin é uma empresa relacionada no Fortune Global 500, ocupando a posição 347 em 2007.

 

 


 

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Last modified: 05/27/09