JK Transmissão: Transmissão Automática, Cambio Automatico, Direção Hidráulica, Peças e Serviços



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Brasileiros 'descobrem' os carros com câmbio automático


A tecnologia dos câmbio automático mais ao alcance do consumidor comum

Há algumas décadas, o consumidor brasileiro fugia dos automóveis equipados com câmbio automático com a mesma veemência que o Super-Homem evita a criptonita.

Além de custar muito mais, o equipamento apresentava baixa confiabilidade e alto custo de manutenção. E ainda prejudicava o desempenho e a economia de combustível. Na hora de revender, então, era uma tortura.

Mas isso vem mudando nos últimos anos. A procura pelos carros automáticos é crescente e o que antes era exclusividade das versões mais luxuosas começa a se estender aos modelos de entrada das montadoras como, por exemplo, o Kia Picanto, o Peugeot 206 e o Honda Fit.

E mais: há pouco tempo era possível contar nos dedos das mãos os carros zero-quilômetro oferecidos pelas concessionárias com o câmbio automático. Atualmente, são mais de 70 opções para o consumidor. E para ter o câmbio automático em vez do manual, o cliente paga em média 7% a mais do valor do automóvel.

 Três fatores primordiais explicam a nova tendência: o advento de novas tecnologias, que reduziram o custo dos câmbios automáticos, a facilidade de crédito e juros baixos, além, é claro, do crescente número de congestionamentos – ocasiões nas quais o equipamento é mais que bem-vindo.

Antes havia apenas um tipo de câmbio que se incumbia de trocar as marchas, no qual as trocas e o acoplamento do câmbio ao motor são feitos pela diferença na pressão do líquido (óleo) no sistema, resultante da força centrífuga exercida conforme a rotação do motor. Foi o primeiro câmbio automático fabricado em larga escala, pela empresa norte-americana Hydra-Matic, mais conhecido como hidramático.

O princípio ainda é o mesmo na maioria dos carros automáticos comercializados hoje, logicamente em versões aperfeiçoadas com o comando eletrônico das mudanças. Esse sistema é usado principalmente nos veículos com motores de alta potência, uma vez que utiliza conversor de torque e preserva as engrenagens contra a força excessiva do motor nas arrancadas.

Recentemente, porém, outros dois sistemas ganharam força no mercado brasileiro: o CVT ou câmbio continuamente variável, usado por Honda, Nissan e Audi, e o eletromecânico, de Chevrolet (Easytronic) e Fiat (Dualogic).

O revolucionário CVT (transmissão continuamente variável) utiliza duas polias cônicas no lugar das tradicionais engrenagens, fazendo com que o motor trabalhe sempre na faixa de giros mais propícia, aliando o desempenho com a economia.

Já o eletromecânico tende a democratizar o câmbio automático no mercado brasileiro em poucos anos. Ironicamente, apesar de se encarregar pelas trocas de marchas, o sistema não é automático e, sim, automatizado.

O câmbio é mecânico, como o de qualquer automóvel com alavanca manual, mas um robô acoplado ao equipamento fica responsável por acionar a embreagem e engatar a marcha mais adequada. Não há pedal de embreagem e os comandos da alavanca são os mesmos de um câmbio automático tradicional.

Na prática, o motorista tem todas as facilidades do câmbio automático, aliadas aos benefícios do modelo mecânico – maior confiabilidade e manutenção mais barata. Para dirigir, o procedimento é sempre o mesmo.

Em que marcha eu vou?

Veja o que significa as letras da alavanca de câmbio automático e como manuseá-la para não se atrapalhar na hora de dirigir um modelo desses:

>> (Park) – trava as rodas de tração para auxiliar o freio de estacionamento, utilizada para estacionar o carro (alguns modelos não liberam a chave do contato sem o câmbio nessa posição). É recomendado puxar o freio de mão antes de mudar para ‘P’.

>> R (Reverse)– Marcha à ré. É preciso apertar a trava de segurança do câmbio (botão na alavanca) para engatá-la.

>> N (Neutral) – Ponto morto. Usado para dar a partida ou desligar o motor.

>> D (Drive) – Marcha à frente com seleção automática de todas as marchas disponíveis. Recomendável pisar no freio antes de engatá-la.

>> 4, 3, 2 e 1 – Escolha manual da marcha, bloqueia o engate até o limite escolhido. Ideal para ser usada em subidas e descidas íngremes, evitando que o carro mude as marchas constantemente ou ainda fique solto, sem freio motor adequado.

Não há grandes segredos. O único cuidado importante é evitar pisar no pedal do freio com a perna esquerda. Os motoristas acostumados com câmbios mecânicos tendem a fazer o movimento condicionado de pisar na embreagem, quando sentem que está na hora de mudar a marcha.

Com isso, pisam no pedal do freio e podem causar acidentes com a parada brusca do carro, que geralmente é atingido pelo veículo que vem logo atrás. A regra é simples: esqueça a perna esquerda quando estiver dirigindo um carro automático. O comando de acelerar e de frear é feito exclusivamente com a perna direita.

Câmbio automático domina o mundo e se populariza no Brasil

Automático é preferência mundial

Este ano, pela primeira vez desde a invenção do automóvel, a produção de carros equipados com transmissão automática irá superar a de veículos com câmbio manual. Apesar de mais caros e de, em geral, aumentarem o consumo de combustível, os sistemas de câmbio automáticos continuam ganhando a preferência dos consumidores. Nos Estados Unidos, eles já dominam o mercado desde a década de 1970; no Japão também já são os preferidos da maioria dos consumidores.

Na Europa, ainda há alguma resistência à compra de carros automáticos. Mesmo assim, gradualmente, os motoristas do Velho Continente estão cedendo ante a comodidade que o equipamento proporciona. Lá a expansão se dá de cima para baixo: os carros mais caros e luxuosos tendem a ser mais vendidos em suas versões automáticas, enquanto os mais baratos, por óbvias razões econômicas, ainda são, em maioria, manuais.

No Brasil, muitos consumidores resistem à opção por acharem que a manutenção é mais cara do que a das transmissões tradicionais. Na realidade, o câmbio automático, hoje, tende a exigir menos cuidados, podendo durar centenas de milhares de quilômetros sem exigir atenção nem troca de componentes, como a embreagem, por exemplo.

Custo ainda é alto -Na realidade, o grande empecilho para a popularização do câmbio automático é o custo: todo mundo considera ser um luxo caro e desnecessário, que tira o prazer de dirigir e aumenta o consumo de combustível. Até que tem a oportunidade de guiar um bom carro equipado com ele. Muitos motoristas brasileiros acabaram atraídos pelo sistema após experimentarem carros alugados em viagens aos Estados Unidos, onde é difícil encontrar nas locadoras opções com câmbio manual.

Mesmo assim, a procura por carros automáticos no Brasil tem aumentado significativamente nos últimos anos, principalmente nas grandes cidades. O conforto proporcionado ao dirigir no trânsito permanentemente engarrafado é o principal argumento de quem opta por esse tipo de equipamento. Contando apenas os modelos produzidos internamente e os importados sem taxas, vindos do México ou de países do MERCOSUL, o consumidor brasileiro conta hoje com mais de 70 opções de carros automáticos, algo inimaginável há poucos anos.

Na verdade, o maior motivo da rejeição continua sendo o custo. Com a queda do preço da opção - já é possível encontrar modelos por menos de R$ 48 mil -, mais e mais motoristas brasileiros tendem a adotar esse item de conforto. Outra porta no mundo do câmbio automático é a compra de um carro usado, que pode ser bastante vantajosa: um Corolla 2002 automático, modelo que pode ser encontrado em bom estado de conservação, por exemplo, custa menos de R$ 30 mil.

Em termos mundiais, o câmbio automático está se popularizando graças à expansão do mercado asiático e também ao aumento da circulação nas grandes cidades. O avanço da tecnologia das transmissões, com o lançamento de caixas com maior número de marchas, câmbios mecânicos com acionamento eletrônico e câmbios com variação contínua contribui com a diminuição da diferença de consumo entre transmissões automáticas e manuais. O sistema de variação contínua, que no mercado brasileiro é oferecido no Honda Fit, Nissan Sentra e alguns outros modelos importados, além de poder ser até mais econômico, oferece melhor desempenho do que a troca manual de marchas.

Motores pequenos - A tecnologia também está resolvendo outro problema: os câmbios automáticos antigos não combinavam bem com motores pequenos. Imagine o que era andar num Chevette automático nos anos 80! Eles combinavam mais com grandes cilindradas, com muito torque em baixa rotação, coisas típicas de carros americanos. Hoje, as transmissões automáticas são "inteligentes", comandadas por sistemas conjugados ao gerenciamento dos motores, o que torna mais eficiente seu casamento com versões de pequena cilindrada.

O argumento da manutenção também não é mais válido. No passado, poucos mecânicos se aventuravam a mexer num câmbio automático e o custo de qualquer conserto era muito alto. Hoje, porém, as redes de concessionárias estão habilitadas para cuidar do equipamento. Além disso, normalmente, uma caixa automática só apresenta defeitos depois de muita quilometragem, coisa de 250 ou 300 mil quilômetros, percurso em que um carro tradicional já terá trocado a embreagem pelo menos duas vezes.
 

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Mais Dicas e Noticias de Câmbios Automáticos:

A principal função da transmissão automática (e manual) é permitir que o motor funcione numa gama de velocidades, visando aliviar o motor e economizar combustível. Traduzindo, a transmissão utiliza engrenagens para tornar mais eficaz a distribuição do torque do motor.

Características de uma transmissão automática:

  •  Se o carro está em overdrive a transmissão selecionará automaticamente a marcha baseada na velocidade e posição do acelerador;
  •  Acelerando suavemente, o carro irá seguir em velocidades mais baixas do que se acelerar plenamente;
  •  Se diminuir a aceleração, a transmissão cairá para uma marcha inferior (downshift);
  •  Movendo a alavanca para a posição 2 ou 1, o carro andará numa velocidade menor. Já na mudança automática pisando menos no acelerador, a transmissão fará o downshift. Se o veículo está correndo muito, somente quando ficar mais lento haverá o downshift;
  •  Se a transmissão ficar no 2, ele não fará downshift ou upshift, mesmo parando o veículo, a menos que você mova a mudança alavanca.

Entre os maiores fabricantes de transmissão automática, está a Aisin, que produz uma gama imensa de produtos para todas as áreas. No Brasil, por exemplo, já fez no passado câmbio automático para o Marea da Fiat e Vectra da GM.

A Volkswagen na versão 2.0 do Golf, oferecia transmissão automática de 4 marchas que foi substituída por uma nova de 6 marchas, fabricada pela Aisin. O problema é que o motor 2.0 é fraco para a transmissão de 6 marchas automático, acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e atinge 192 km/h de velocidade máxima. A 6ª marcha serve para economia de combustível e um rodar mais confortável. Se colocar no “D” funciona normalmente e no modo esportivo “S” as trocas são feitas em regimes de rotação mais elevados e a 6ª é suprimida. A 120 km/h o conta-giros marca 3.100 giros. A Volkswagen acaba de anunciar o câmbio de 7 marchas para o Golf.

O câmbio automático do Mercedes-Benz 7G-tronic é considerada uma transmissão automática com maior número de relações.

Mercedes Benz 2008 S550 Sedan:
Driver-adaptativo 7-velocidade transmissão automática. É um 5.5L 32-válvula V-8 motor - 382 hp @ 6000 rpm.

BMW M5 sedan:
A M5’s 7-velocidades SMG Drivelogic apresenta teclas no volante e uma seleção de alavanca sobre o console central. As mudanças são automáticas em milissegundos e garante que a velocidade é mantida em toda a gama de mudanças.

A Ford da Espanha anunciou a inclusão de um novo câmbio automático de seis velocidades Durashift 6-Tronic para os motores 2.0TDCi 130cv com DPF e no Duratec 2.3 161 CV Diesel. Esta caixa de câmbio é fruto da parceria com a japonesa Aisin AW.

A primeira empresa a apresentar um sistema automático de oito marchas foi a japonesa Aisin, para o Lexus 460. O objetivo visava o aumento do desempenho, exigência dos potenciais compradores do veículo. A economia veio como benefício secundário.

A alemã ZF também desenvolveu um câmbio automático com oito marchas (apresentando seu sistema seis meses depois da Aisin), pensou em obter vantagens em relação ao consumo, mas só decidiu aumentar o número de marchas em um segundo momento. “Nossa intenção era colaborar na redução do consumo e das emissões”, diz o engenheiro Michel Paul, vice-presidente de tecnologia da ZF. “O número de marchas de que precisaríamos para isso não era nossa principal preocupação”, afirma. Durante o trabalho, os alemães perceberam que, ao longo da história, cada vez que se acrescentava uma marcha aos sistemas de câmbio automáticos, conseguia-se uma redução no consumo.

Aumentar o número de marchas na caixa não é uma operação simples. O acréscimo de peças pode aumentar o peso e também as perdas mecânicas da transmissão. Mas o resultado obtido pela Aisin e pela ZF deixou todos otimistas, o que leva a acreditar que, se a tecnologia permitir, mais marchas ainda poderão ser acrescentadas às caixas automáticas.

Economia prevista pelos fabricantes com o aumento de marchas:
5 marchas - 8%
6 marchas - 13%
7 marchas - 16%
8 marchas - 21%

Interessante é a presença da Aisin, altamente especializada em câmbios automáticos. A Aisin construiu uma fábrica nos Estados Unidos da América em 1986, início da produção em1989. Está localizada em Seymour, Indiana e desde então fornece componentes para Honda, General Motors, Mitsubishi Motors, Nissan e Toyota. A empresa também opera em Marion, Illinois.

Você já ouviu falar sobre a Aisin Seiki, que foi fundada em 1949. Ela faz parte do grupo Toyota.

A Toyota Group é um grupo de empresas que trabalham juntas. As principais empresas do grupo são Toyota Industries Corporation e a Toyota Motor Corporation.

 

Câmbio automático permite reduzida brusca em emergência?

Especialistas respondem às dúvidas sobre câmbio automático.
Saiba também qual a vantagem do câmbio seqüencial.

 

Foto: Divulgação

Câmbio manual e automático

Antes item de luxo no país, o câmbio automático começa a se popularizar entre os brasileiros. Explicamos como utilizar, de forma correta, esse tipo de câmbio e, entre as diversas dúvidas de leitores, muitos quiseram saber se, em emergência, uma redução de marcha brusca poderia ser feita. A resposta é sim. Basta puxar a alavanca para a próxima posição, que deve ser a 3 ou 2. No caso de o carro contar com câmbio seqüencial, será preciso mover a alavanca para a direita e empurrar em direção ao sinal de menos (-).

 O meu Toyota Corolla é automático, no câmbio tem dois botões. Para engatar a marcha preciso apertar o maior? E quanto ao menor que acende uma luz amarela no painel, para que serve? E posso usá-lo em quais situações?

O botão maior é utilizado para mover a alavanca entre as posições. Sem apertar esse botão a alavanca fica travada, principalmente na posição P, quando parado ou estacionado. Já o botão menor é um dispositivo chamado “overdrive” e é identificado pela sigla O/D. Na prática trata-se de acionar uma sobre marcha, que no caso do Corolla seria a quarta marcha. Pode utilizá-lo o tempo todo ativado, porém para fazer uma ultrapassagem ou pegar uma subida íngreme é recomendável desativar.

No câmbio automático, quando estamos dirigindo em estrada, é possível fazer uma reduzida brusca (em emergência), para reduzir a velocidade?

É possível sim. Nessa condição, o motorista estará com o câmbio posicionado em D (drive). Em situação de emergência que exige uma redução, basta puxar a alavanca para a próxima posição, que deve ser a posição 3 ou 2. No caso de o carro contar com câmbio seqüencial, será preciso mover a alavanca para a direita e empurrar em direção ao sinal de menos (-). Cada empurrada reduz uma marcha. 

 Foto: Divulgação

Versão 1.8 do Meriva tem opção com transmissão automatizada

Qual é a diferença do câmbio automático para o automatizado (este automatizado, que equipa o Meriva e o novo Linea)?

O cambio automático - como foi descrito na matéria – conta com conversor de torque e circuitos hidráulicos e seu funcionamento é automático. O câmbio eleva e reduz as marchas de acordo com a velocidade e rotação do motor. Já o automatizado preserva a dinâmica do câmbio manual tradicional. Seu funcionamento se dá com a ajuda de embreagem automática e de pequenos servomotores. Assim não tem o pedal da embreagem também. As marchas são engatadas de forma seqüencial, assim o motorista fica o tempo todo mudando-as. No Fiat Stilo, o câmbio conta também com as borboletas atrás do volante. O melhor é o custo, menor quando comparado ao câmbio automático. Ainda tem desempenho e economia compatíveis com os modelos manuais.

No caso de um aclive, como vou conseguir controlar o veículo de câmbio automático, sendo que quando há embreagem o controle segue por ela sem uso de freio de mão? Neste caso, uso a embreagem e o acelerador para segurar o veículo, e no automático?

No automático é sempre importante ficar com o pé no freio. Tanto em subidas quanto descidas. Se você está em um aclive e pára em um cruzamento, por exemplo, o correto é ficar com o pé no freio. Ao arrancar tira-se o pé do freio e acelera. O procedimento é o mesmo que o manual, porém sem a utilização da perna esquerda.

Há alguma relação ou necessidade de se posicionar a alavanca en "N" quando o carro estiver parado devido ao trânsito intenso?

Necessidade não há. O correto é até permanecer em D. Quando o conjunto está em funcionamento, o câmbio está com sistema de lubrificação ativo e assim se permanecer na posição D por um período não tem problema algum. Colocar a alavanca na posição N pode oferecer um pouco mais de conforto em um trânsito pesado e talvez alguma economia de combustível. 

 Foto: Divulgação

Câmbio automático seqüencial 

Queria saber o que é câmbio automático seqüencial
Esse tipo de câmbio é um modelo automático que pode também ser utilizado na função seqüencial, quando então passa a ser manual, comandado pelo motorista. Porém, esse “manual”, só troca as marchas em seqüência, ou seja, não dá para ir da terceira para quinta sem passar pela quarta.  

Gostaria de saber o que significa os sinais de - e + no câmbio automático com o exibido na primeira foto da matéria e quais suas funções.

Os sinais são utilizados quando o câmbio está na posição seqüencial, mais comumente chamado de Tiptronic – nome comercial utilizado pela Audi e Porsche. Essa opção é indicada quando o motorista deseja fazer as trocas manualmente. O carro continua sem a necessidade de embreagem, mas as trocas precisam ser comandadas pelo motorista. O sinal de mais significa que, ao puxar a alavanca para trás, o automóvel vai subindo as marchas. Por exemplo, sai em primeira e o motorista puxa a alavanca e troca para segunda. Assim vai. O sinal de menos é o contrário, para reduzir. Por exemplo, se você está em quarta marcha e deseja fazer uma ultrapassagem, basta empurrar a alavanca para frente, nesse momento o câmbio reduz para terceira marcha.

Existe a possibilidade de o carro com câmbio automático também pegar no tranco (empurrando) ou isso não é recomendável ou impossível de se fazer pelo fato do mesmo não oferecer esta alternativa?

 Essa possibilidade não existe. Também, de forma geral não é aconselhada essa prática, mesmo em carros com câmbio manual. 

 Foto: Divulgação

Câmbio automático

Informe-nos a respeito do sistema de câmbio CVT.

O modelo CVT (Continuously Variable Transmission), conta com relações de marcha continuamente variáveis. A principal diferença entre o câmbio CVT e os automáticos tradicionais é que o CVT não tem engrenagens, apenas duas polias de diâmetro variável unidas por uma correia metálica de alta resistência. Esse sistema permite uma aceleração contínua, sem trancos. Assim parece que o carro nunca troca de marchas.

Posso mudar de marcha, manualmente, durante uma ultrapassagem com o objetivo de aumentar o torque mais rapidamente?
Se estiver na posição D, o motorista pode colocar a alavanca em 3, será uma redução de marchas, assim o carro terá mais força para a ultrapassagem. Porém, os carros automáticos contam com um dispositivo instalado embaixo do acelerador. Chama-se “quick down” e nada mais é que um sensor. Se o motorista precisar de uma redução imediata para fazer uma ultrapassagem, basta dar um pisão no acelerador. Nessa pisada o quick down é acionado e a transmissão faz uma ou duas reduções, conforme o caso, e disponibiliza toda a potência do motor.

Se você estiver trafegando a 80 km/h, e passar a marcha de D (drive) para R (ré) o carro engatará a marcha à ré? É possível também na mesma velocidade passar de D para P (parking)? Nas duas modalidades em caso positivo, o que pode ocorrer com o câmbio?

 Em movimento, a ré não entra, pois um dispositivo não permite. Nos modelos mais antigos, se o motorista conseguir fazer esse movimento na alavanca o motor apaga, como um fusível a fim de proteger o motor e a transmissão. Na posição D a alavanca não entra em P. Existe uma trava que impede essa movimentação.

Foto: Divulgação

Com o câmbio automático, o pé esquerdo pode ser 'aposentado'

Na semana passada, em que foi abordado o tema transmissão, os internautas demonstraram grande interesse pelo sistema automático de mudanças e, assim, optamos por uma matéria dedicada exclusivamente ao câmbio automático.

 Com a transmissão automática, o motorista pode dar férias, ou melhor, aposentar o pé esquerdo. Pois é o pé direito que fica responsável por todas as funções necessárias, que são acelerar e frear. A principal vantagem desse sistema é a coordenação das trocas de marcha sem a interferência do motorista, eliminando a embreagem tanto nas arrancadas, paradas, como também nas mudanças de marcha.

O sistema automático faz uma comparação entre a velocidade e as rotações do motor para definir a marcha a ser empregada. Muitos conhecem esse mecanismo por hidramático, que na verdade é apenas o aportuguesamento da palavra “hydramatic”, o nome do sistema pioneiro que equipava carros da GM a partir dos anos 30. Hoje hidramático já consta até nos dicionários.

 A diferença básica entre uma transmissão manual e a automática é que a primeira trava e destrava diferentes seqüencias de engrenagens dentro da caixa de mudanças a fim de conseguir as várias relações e permitir diversas velocidades. Para conseguir essas mudanças, o sistema manual conta com a ajuda da embreagem, para acoplar e desacoplar o conjunto.

Já a transmissão automática faz conjunto de engrenagens planetárias - um jogo equivalente ao das engrenagens utilizadas no manual, porém em uma única peça - produzirem todas as relações diferentes e, em conseqüência, permitir diversas velocidades. No câmbio automático, uma peça de fundamental importância é o conversor do torque, que faz a função da embreagem.

 

Foto: divulgação

C4 Grand Picasso têm alavanca na coluna de direção. O conversor de torque de um câmbio automático faz um acoplamento hidráulico que permite que o motor gire independe da transmissão. Se o motor girar mais lento, como acontece com o motor em marcha lenta, a quantidade de torque que passa pelo conversor é menor. Se o motorista pisar no acelerador, o motor vai bombear mais fluido para dentro do conversor de torque, o que faz com que o torque seja transmitido às rodas e em conseqüência o automóvel se mova. 

O engate das marchas é obtido por meio de fricções de vários discos, comandados hidraulicamente. Eles podem, tanto travar, como receber ou transmitir movimento – o funcionamento ocorre segundo as necessidades impostas pelo motorista. Nos câmbios mais modernos, o controle se dá por meio de uma central eletrônica.

 

Foto: Divulgação

O Audi Q7 tem câmbio automático com opção de trocas no volante

A transmissão automática vem se popularizando graças ao ganho significativo de conforto, item indispensável no trânsito travado de grandes centros. O que impediu sua proliferação no Brasil foram o consumo mais elevado e alguma perda de rendimento em comparação ao modelo manual. Mas com a evolução industrial, atualmente já contamos com modelos capazes de oferecer consumo e rendimento semelhante aos câmbios manuais. No entanto, os custos ainda são bem maiores para equipar o veículo com esse dispositivo.

 

Foto: Divulgação

Novo Focus tem câmbio automático de quatro marchas

Dirigir um carro equipado com câmbio automático é mais simples do que pode parecer. Com raras exceções, as posições da alavanca são:

P – parking ou estacionamento, também necessário para dar a partida e bloqueia as rodas motrizes;
R – reverse ou marcha à ré;
N – neutral ou ponto-morto;
D – drive, engata todas as marchas à frente, geralmente 4 ou 5 marchas;
2 – quando constar algum número junto a alavanca do automático, isso significa que a transmissão vai trocar marchas até aquela que está impressa, como por exemplo, segunda marcha. Isso é muito utilizado quando o veículo encontra-se carregado ou quando puxa um reboque. Outra possibilidade é o trânsito intenso das grandes cidades ou mesmo um aclive bem acentuado. Alguns modelos adotam a letra L, de low (baixa), para travar na primeira marcha.

O que é importante na condução de um carro equipado com câmbio automático é sempre pisar no freio ao utilizar a alavanca para escolher uma posição, principalmente o D.

 

Veículos precisam de uma transmissão por causa das rotações do motor.
Veja as características do sistema e envie sua pergunta.

Foto: Divulgação

Detalhe do sistema de transmissão de seis marchas

Imagine uma criança brincando de bicicleta. Ao empregar uma determinada força nos pedais a corrente transfere essa força para rodas e assim a bicicleta ganha movimento. Esse é o princípio de funcionamento de uma transmissão de automóvel. No início era assim, um mecanismo simples, oriundo de correntes, mas veio o aperfeiçoamento e introduziu engrenagens e depois a caixa de marchas. Primeiro eram três marchas, depois, no início do século 20 veio o câmbio em H, formato utilizado até hoje nos carros.

 Os veículos precisam de uma transmissão por causa das rotações do motor. Essas rotações possuem um limite, representadas por uma faixa de giros em que se atinge o máximo de potência e torque. Se passar desse limite o motor poderia explodir, assim a transmissão permite que as rotações e em conseqüência a velocidade estejam em níveis abaixo desse limite. A transmissão permite que a relação entre o motor e as rodas motrizes mude à medida que a velocidade do carro aumenta ou diminui. 

 A transmissão se divide em três: embreagem, caixa de marchas (câmbio) e diferencial. 

 Foto: Divulgação

Câmbio manual e automatizado

O primeiro, a embreagem, tem a função de conectar e desconectar o motor a caixa de marchas, proporcionando trocas suaves e precisas. Ao pisar no pedal da embreagem, o motor e a transmissão estão desconectados, de forma que o motor possa girar livremente mesmo se o carro estiver parado.

 Desse modo, com a embreagem acionada é possível engatar um marcha. Ao soltar o pedal da embreagem, o motor e o eixo principal da caixa de marchas ficam conectados um ao outro e assim ambos passam a girar na mesma rotação e o automóvel ganha movimento. 

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Conta giros mostra o número de rotações por minuto do motor 

O câmbio tem a função de ajustar as rotações do motor a velocidade requerida pelas rodas, tanto para mais como para menos. Várias engrenagens são utilizadas para permitir uma gama de desmultiplicações.

 As rotações do motor quando chegam a caixa de marchas sofrem reduções, de modo que, se o motor gira a duas mil rotações por minuto, o câmbio faz uma redução dessas rotações e repassa ao diferencial.

 Quando chegam as rodas, as rotações são menores, adequadas aos giros que cada roda deve fazer para movimentar o carro. Por exemplo, se a rotação do eixo principal da caixa de marchas for igual à rotação do eixo que vai para as rodas, a relação de transmissão é de 1:1, da mesma forma, se a rotação do eixo das rodas for igual à metade da rotação do eixo que sai, a relação de transmissão será de 0,5:1.

O diferencial é formado por várias engrenagens e permite que as rodas de um mesmo eixo girem em velocidades diferentes, o que facilita fazer uma curva, por exemplo. As rotações que saem do câmbio também podem sofrer reduções no diferencial antes de chegarem as rodas. A energia mecânica é finalmente transmitida às rodas motrizes por meio de um semi-eixo existente em cada um dos lados do diferencial.

Em carros com o motor na frente e tração traseira existe um complemento na transmissão, chamado de eixo cardã. Os automóveis com motor na dianteira e com tração dianteira ou com o motor atrás e tração nas rodas de trás dispensam o eixo cardã.

 

 

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Last modified: 07/14/10