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Fit EXL
automático aproveita status da Honda para ser mais caro que rivais
A Honda
conquistou no Brasil um feito bastante peculiar. Além de se tornar sinônimo de
carro moderno e de qualidade, como já ocorre em outros países, sua imagem ainda
ganhou por aqui uma dose extra de sofisticação e requinte. E a marca japonesa
tem clara consciência disso. Tanto que, ao lançar no mercado nacional a segunda
geração do Fit, em outubro do ano passado, colocou o monovolume em uma faixa de
preços superior a do seu antecessor e com uma lista de equipamentos bastante
completa. A versão inicial LX 1.4 com câmbio manual parte dos R$ 51.849,
enquanto a top EXL 1.5 automática avaliada chega a R$ 67.725. Desta forma, o Fit
reforça uma aura de superioridade não apenas em relação aos compactos, mas
também aos compactos premium, outrora seus rivais.
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Fotos: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Segunda geração reforça status frente à concorrência: versão EXL
beira os R$ 68 mil |
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O monovolume traz em todas as versões o que se espera de um modelo de mais de R$
50 mil. Estão lá airbag duplo frontal, ar-condicionado, direção elétrica, trio
elétrico, volante com ajustes de altura e de profundidade e computador de bordo.
Por R$ 54.635, a versão LXL 1.4 incorpora freios com ABS e EBD e rádio/CD/MP3. A
top EXL 1.5 automática testada conta, ainda, com ar automático, bancos de couro,
entrada USB, faróis de neblina e borboletas no volante para mudanças de marchas
sequenciais. Uma lista de itens que acaba por sobressair frente à simplicidade
reinante no segmento de compactos como um todo.
Só que,
mesmo frente aos compactos premium, o Fit fica mais caro. Ainda mais na versão
EXL, que sai por quase R$ 68 mil. Entre os hatches premium, o C3 Exclusive 1.6
automático, por exemplo, custa R$ 50.990 com quase os mesmos itens do modelo da
Honda. Já o Polo na configuração Sportline 1.6 chega a R$ 55.950 e o Fiat Punto
HLX 1.8 alcança R$ 53.520 -. Na esfera dos monovolumes, além dos já conhecidos
Fiat Idea e Chevrolet Meriva, agora é o recém-lançado Nissan Livina que chega de
olho no público do Fit. E também com preços mais em conta. A versão automática
mais completa do Livina, a SL 1.8 automática, fica em R$ 56.690. E a Nissan
espera vender 800 unidades mensais de seu monovolume até o final do ano.
A primeira
geração do Fit foi lançada na Europa em 2002 com o nome Jazz e chegou ao Brasil
no ano seguinte.
Os
primeiros Cambios era CVT, agora o Automatico do Civic, que trabalha melhor com
motores Flex.
As outras
versões do Fit no Brasil são a LX 1.4 a R$ 51.845, LXL 1.4 por R$ 54.635, EX 1.5
a R$ 58.280 e EXL 1.5, que custa R$ 62.005. Todas têm câmbio manual. A
transmissão automática acrescenta, em média, R$ 3.700 a cada versão, com exceção
da EXL automática que custa mais R$ 5.720 por conta do paddle shift.
Sem falar
que o Fit tem uma plataforma bastante moderna. A segunda geração estreou no
Japão em outubro de 2007 e um ano depois no Brasil. O modelo aumentou 5 cm no
entre-eixos, 7 cm no comprimento e 2 cm na largura em relação ao antecessor,
totalizando respectivos 2,50 m, 3,90 m e 1,69 m. Com isso, o espaço interno foi
privilegiado. Segundo a Honda, o vão para os ombros aumentou 4 cm tanto na
frente quanto atrás, enquanto o espaço para cabeças ganhou 1 cm.
No visual, porém, o Fit manteve o jeitão de personagem de desenho animado
japonês. O que fica evidente na frente que se manteve bicuda, mas que ganhou
faróis mais angulosos e vincos pronunciados no capô. Nas laterais, vincos na
carroceria e corte do teto bastante acentuados. Na traseira, as lanternas
ficaram mais geométricas, enquanto a tampa do porta malas tem cortes mais
definidos. Um estilo controverso, diga-se de passagem, e que não define muito
bem tratar-se de um monovolume/minivan ou hatch. Mas que não tem sido obstáculo
para o Fit vender mais. Independentemente de quais forem seus rivais.
FICHA
TÉCNICA
Honda Fit
EXL 1.5 16V i-VTEC Flex AT
Motor: A
gasolina e álcool, dianteiro, transversal, 1.497 cm³, com quatro cilindros em
linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Acelerador
eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio automático de cinco marchas à frente e uma a ré, com opção
de mudanças sequenciais através de borboletas no volante. Tração dianteira. Não
oferece controle eletrônico de tração.
Potência:
115 cv com gasolina e 116 cv com álcool, a 6 mil rpm.
Torque:
14,8 kgfm com gasolina e álcool a 4.800 rpm.
Diâmetro e
curso: 73 mm x 89,4 mm. Taxa de compressão: 10,4:1
Suspensão:
Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores
hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente por eixo de
torção, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Não oferece controle
eletrônico de estabilidade.
Freios:
Dianteiros e traseiros a discos sólidos. ABS e EBD
Carroceria: Monovolume compacto em monobloco com duas portas e cinco lugares.
3,90 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,53 m de altura e 2,50 m de
entre-eixos. Oferece de série airbags frontais.
Peso:
1.141 kg. Porta-malas: 384 litros. Tanque: 42 litros.
FIT, O
URBANO
A nova geração do Fit trouxe um carro ligeiramente maior, com motor um pouco
mais potente, câmbio automático no lugar do continuamente variável -- CVT. Mas a
vocação urbana do monovolume produzido em Sumaré continua inalterada. Ela fica
em evidência no bom espaço interno que o modelo da Honda oferece e nas dimensões
ainda enxutas para um carro transitar nas caóticas cidades grandes. No
desempenho, isso também fica evidente. O motor 1.5 oferece o suficiente para um
desempenho eficiente.
As arrancadas são bastante comportadas. Mas estão longe de serem morosas. A
transmissão automática de cinco velocidades até deu mais agilidade ao Fit que o
câmbio do tipo CVT da geração passada. Ele estica bem as primeiras marchas e dá
mais noção das mudanças. Na antecessora, continuamente variável, nem se percebia
essas trocas. Para sair da inércia e colocar o ponteiro nos 100 km/h foram
precisos 10,3 segundos.
Mas a transmissão do Fit também tende a ficar mais indecisa nos trechos de serra
e também na hora de fazer ultrapassagens, quando surgem alguns buracos entre uma
marcha e outra. A bordo do monovolume, fica mais divertido é passar para as
mudanças sequenciais no paddle shift para reduzir ou aumentar as marchas ao seu
bel prazer. Ir de 60 km/h a 100 km/h em drive, por exemplo, levou 9,9 s,
enquanto em quarta marcha o mesmo ganho de velocidade foi obtido em 8,1 s.
O que impressiona positivamente no Fit, porém, é seu comportamento dinâmico. A
primeira geração já era bem ajustada, mas a Honda conseguiu melhorar a
estabilidade de seu compacto. O modelo parece grudar no chão em altas
velocidades, tanto em curvas acentuadas como em retas. A carroceria torce o
mínimo e não faz menção de rolar. A suspensão bem acertada, além de filtrar bem
as irregularidades do piso e privilegiar o conforto interno, trabalha bem nas
freadas bruscas e a traseira não levanta em demasia. Nessas horas, o ABS e EBD
dos freios ajudam o motorista a manter a dirigibilidade do carro. Nas retas, uma
sensação de flutuação surge após 160 km/h, próximo da máxima de 172 km/h.
No mais, um carro agradável de dirigir. Ergonomia eficiente, com a maioria dos
comandos apresentados de forma intuitiva ao condutor, regulagens que ajudam a
encontrar a melhor posição de dirigir, visibilidade satisfatória e um bom espaço
para cabeças e pernas de todos os ocupantes. Só mesmo o consumo assinalado pelo
modelo testado compromete a faceta urbana do Fit. Com câmbio automático, 100% de
álcool no tanque e uso 2/3 na cidade, o modelo acusou a elevada média de 5,1
km/l.
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Honda Fit EXL
1.5 16V i-VTEC Flex AT Pontos: |
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Desempenho -
A proposta familiar do Fit fica evidente no seu desempenho.
Apesar dos 10% de potência a mais no motor 1.5 na segunda
geração do monovolume, as arrancadas permanecem eficientes, mas
bem comportadas. O zero a 100 km/h, por exemplo, foi obtido em
10,3 segundos. O câmbio automático de cinco velocidades -- que
entrou no lugar do CVT da geração anterior -- estica bastante as
primeiras marchas e tende a ficar indeciso nos trechos de subida
e nas retomadas, com alguns incômodos delays. Nessas situações,
é melhor aproveitar e se divertir com as trocas sequenciais nas
borboletas do volante, para ter maior domínio sobre o Fit. Nas
retas, basta pisar fundo e chegar aos 172 km/h. Nota 7. |
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Estabilidade
- A Honda baixou o centro de gravidade do Fit e aumentou as
bitolas da suspensão em 3 cm. O resultado é um carro
dinamicamente estável e grudado no chão. Não há sustos ao se
entrar numa curva de forma mais agressiva. A carroceria torce o
mínimo e o monovolume não faz qualquer menção de sair de frente.
Nas freadas bruscas, segue na mão do condutor, sem sair da
trajetória -- auxiliado pelo ABS e EBD -- ou embicar a frente.
Nas retas, a comunicação entre rodas e volante só fica
prejudicada acima dos 160 km/h. Ou seja, bem próximo da máxima.
Nota 8. |
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Interatividade - O monovolume compacto da marca japonesa parece
ter sido feito sob medida para qualquer motorista. A posição de
dirigir é ergonomicamente eficiente. Os principais comandos se
encontram ao alcance da mão e dos olhos do condutor - a exceção
é o controle dos espelhos elétricos, escondido, à esquerda do
volante. O quadro de instrumentos com sistema black-out é de
fácil visualização. As regulagens de altura e de profundidade do
banco e do volante são outros aliados do motorista, que ainda
conta com boa visibilidade lateral e, principalmente, dianteira,
graças ao amplo para-brisa inclinado. A visão traseira é
prejudicada pelas largas colunas de trás e pela falta de um
sensor de estacionamento. Nota 9. |
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Consumo - Com
câmbio automático, o Fit EXL 1.5 se mostrou um beberrão
inveterado. Com álcool, média preocupante de 5,1 km/l. A média
de consumo com gasolina não foi menos assustadora: 5,7 km/l.
Ambas medidas em trecho 2/3 urbano e 1/3 na estrada. Nota 5. |
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Conforto - As
dimensões pequeninas e o jeito de animê japonês de do Fit
escondem um modelo muito bem projetado por dentro para
viabilizar o conforto. Há bom espaço para pernas e cabeças de
todos os ocupantes. Atrás, dois adultos e uma criança já
crescida podem viajar sem grandes problemas. A suspensão bem
trabalhada absorve a maior parte dos buracos da pista e o
isolamento acústico é eficiente. Mesmo acima de 4 mil giros, não
há percepção de barulhos do motor ou de rodagem dentro do
habitáculo. Nota 9. |
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Tecnologia -
É uma plataforma moderna, que data de 2007, ano de sua estreia
no Japão. Além disso, o motor 1.5 com comando variável de
abertura de válvulas ganhou 10% a mais de potência e tecnologia
flex. Mas a linha perdeu o interessante câmbio do tipo CVT --
continuamente variável -- para reduzir os custos de produção, o
que estranhamente não se refletiu em menores preços ao
consumidor. No lugar, entrou a mesma transmissão de cinco
velocidades do Civic. A versão top EXL oferece airbag duplo e
freios com ABS e EBD de série, mas pelo preço poderia contar com
alguns mimos extras, como sensores de obstáculos , de
luminosidade e de chuva, além de um computador de bordo com
maior gama de informações. Nota 8. |
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Habitabilidade - Entrar no Fit é tarefa fácil, graças ao amplo
vão das portas, que ainda possuem três estágios de abertura. O
porta-malas comporta bons 384 litros. O monovolume, porém,
carece de porta-objetos em maior quantidade e funcionalidade.
Nota 8. |
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Acabamento -
O Fit não oferece grandes requintes no habitáculo, mas o padrão
dos materiais usados está acima da média no segmento de
compactos. Os encaixes são precisos e não há sinais de rebarbas.
Os bancos de couro dão um toque a mais de sofisticação na versão
top EXL. Nota 9. |
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Design - O
Fit, apesar de uma nova geração, não perdeu o controverso
visual, que ficou mais evidente com os faróis maiores e ainda
mais angulosos e o capô embicado. É um estilo, sem dúvida,
marcante. E é adotado no Fit em qualquer parte do mundo. Nota 7. |
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Custo/benefício - A versão EXL 1.5 automática é a mais completa
e custa R$ 67.725. Tem airbag duplo e ABS, mas é bem mais cara
que compactos premium e monovolumes compactos. Tal preço só se
justificaria se a Honda fosse uma marca de luxo. Nota 6. |
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Total - O
Honda Fit EXL 1.5 automático somou 76 pontos em 100 possíveis.
NOTA FINAL: 7,6. |
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