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GNV e câmbio automático
Com o uso do câmbio automático, espalham-se lendas sobre os perigos do uso do
GNV em carros com este tipo de dispositivo. É natural que muitos mecânicos
condenem a transformação, afinal é natural repelir todas as novidades. Porém às
vezes o pessoal exagera e certas lendas acabam se tornando um perigoso veículo
de condenação de algo que não deveria ser condenado.
Fizemos a seguir uma análise mais sóbria do assunto, a fim de esclarecer estes
mitos. Além de sermos especialistas em GNV, também somos especialista em
transmissões automáticas e fazemos centenas de conversões em carros automáticos.
Alegação 1: "O GNV vai provocar comportamento estranho no seu câmbio" .
A coisa não é bem assim, o que se observa é que uma perda de potência muito
grande pode causar um certo atraso nas reduções de marchas o que pode ser
perceptível pelos motoristas mais sensíveis. Em casos onde o câmbio já está mal
ajustado (desregulado), isto pode ser ainda mais perceptível.
Solução:
Utilizar equipamentos que produzam a menor perda possível, como os sistemas de
injeção eletrônica, como o Sequent da BRC , ou mesmo os kits tradicionais
equipados com variador de avanço fônico, como o Just G3 da BRC White Martins.
Garantir que seu câmbio está perfeitamente ajustado, observando o funcionamento
quando roda na gasolina.
Alegação 2 : "O GNV vai quebrar seu câmbio".
Em câmbios eletrônicos, há o uso de inúmeros sensores. Alguns tipos de
equipamentos de GNV alteram alguns parâmetros destes sensores, o que pode causar
um comportamento bastante indevido no câmbio.
Solução:
Uma convertedora hábil , sabe quais são os componentes que não podem ser
utilizados nestes casos e não vai cair nesta. Fique tranquilo. Cada carro tem
suas particularidades e o seu não é bancada de testes.
Conclusão:
Alguns equipamentos que às vezes são utilizados na conversão GNV não combinam
com alguns câmbios, especialmente aqueles com gerenciamento eletrônico. O
problema é que nem toda convertedora sabe disso e termina instalando um
equipamento inadequado podendo até prejudicar o câmbio. É preciso ter certeza de
que quem está convertendo seu carro sabe como estes componentes funcionam e
somente utilizar aqueles que não irão prejudicar o câmbio.
Veículos equipados com câmbio automático também se adaptam ao novo combustível.
Temos trabalhado inúmeros motores com os mais variados sistema de câmbio, desde
os mais simples aos mais complexos como o sistema CVT ( Transmissão de variação
continua ) que equipa o Honda FIT com motor i-dsi, cujo grande diferencial, além
do câmbio é o sistema de dupla ignição, ou seja, duas velas por cilindro o que
também favorece bastante a adaptação ao gás natural.
Limitações sobre o uso do GNV
Limitação 1 - Perda de potência
Atualmente as coisas não são mais tão marcantes, o carro não perde tanta
potência assim. Um carro com equipamento de 5ª geração não perde potência
nenhuma, mas num equipamento de terceira geração ainda existe uma perda de cerca
de 15% dependendo do tamanho do motor; inclusive no combustível líquido também
há perda de potência, afinal há o misturador.. Carros mais potentes perdem mais
que carros mais pequenos.
Um Uno Mile, por exemplo, tem uma perda muito pequena, quase imperceptível,
já uma Dakota V8 ou uma Blazer V6 fica visivelmente mais fraca. Tudo bem que o
tamanho do motor compensa, mas não se pode negar uma diferença perceptível.
A perda de potência irá desencadear nossa próxima limitação, o câmbio
automático.
Limitação 2 - Câmbio automático
Algumas transmissões não se dão bem com certos componentes do kit gás como
determinados tipos de variador de avanço. Quem entende do assunto sabe quais são
elas e quando podem ou não podem ser utilizadas, daí a importância de fazer a
conversão em uma oficina que realmente tenha habilidade técnica e conhecimento
para lidar com o assunto.
A perda de potência provocada pelo uso de alguns equipamentos de GNV também
pode provocar alterações no comportamento da transmissão, pois esta funciona
baseada em uma potência esperada. Estas alterações podem ser percebidas como
alguma demora na troca de marchas. O uso de equipamentos de GNV mais otimizados,
significa uma perda de potência bem menor e conseqüentemente mais segurança para
sua transmissão e mais conforto para você
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